dd Alfredo Ariza e Cristina Daza: Carta de Amor (Retalhos de Canções)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Carta de Amor (Retalhos de Canções)

Primeiro post oficial. sem data. algo perto de maio de 2006.

Estava à toa na vida, o meu amor me chamou pra ver banda passar, cantando coisas de amor.
A moça feia debruçou na janela pensando que a banda tocava pra ela.

Haverá paradeiro para o nosso desejo dentro ou fora de um vício?

O seu olhar lá fora, o seu olhar no meu.
O seu olhar demora o seu olhar no meu.
O seu olhar melhora o meu.

Num momento propício haverá paradeiro para isso.

Vou te contar: os olhos já não podem ver coisas que só o coração pode entender.
São coisas lindas que eu tenho pra te dar.

Haverá paraíso sem perder o juízo e sem morrer.

Vamos ceder enfim à tentação das nossas bocas cruas?
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva!

Uns vão de pára-quedas, outros juntam moedas antes do prejuízo.

O terceiro me chegou como quem chega do nada.
Ele não me trouxe nada, também nada perguntou.
Foi chegando sorrateiro, e antes que eu dissesse não, se instalou feito um posseiro dentro do meu coração.

Num momento propício haverá paradeiro para isso.

... e que me beija a boca, e a minha pele toda fica arrepiada e me beija com calma e fundo, até minh'alma se sentir beijada.

Haverá paradeiro para o nosso desejo dentro ou fora de um vício?

Eu faço samba e amor até mais tarde, e tenho muito sono de manhã.
Escuto a correria da cidade que arde e apressa o dia de amanhã.

Haverá paradeiro para o nosso desejo dentro ou fora de nós?

Amou daquela vez como se fosse a última.
Beijou sua mulher como se fosse a última (e única).

Haverá paraíso sem perder o juízo e sem morrer?

Este pobre navegante, meu coração amante se entregou à tempestade no mar da paixão e da loucura, fruto da minha aventura em busca da felidade.
Ah, coração teu engano foi esperar por um bem de um coração leviano que nunca será de ninguém.

Num momento propício haverá paradeiro para isso.

Eu protegi teu nome por amor, em um codinome beija-flor.
Você sonhava acordado um jeito de não sentir dor.
Prendia o choro e aguava o bom do amor.

Haverá pára-raio para o nosso desmaio num momento preciso?

Disparo contra o Sol. Sou forte, sou por acaso!
Adoro um amor inventado. Com mil rosas roubadas, exagerada!
Pé quente, cabeça fria! Dou-lhe uma!

Num momento propício haverá paradeiro para isso.

Garotos, sempre tão espertos, são só garotos perto de uma mulher.

Uns preferem dinheiro, outros querem um passeio perto do precipício.

Pois é. Fica o dito e o redito por não dito.
É inútil cantar o que perdi.
Ta aí, nosso mais que perfeito está desfeito.
E o que me parecia tão direito caiu desse jeito sem perdão.
Então, disfarçar minha dor, eu não consigo.
Dizer que somos sempre bons amigos, é muita mentira para mim.

Haverá paraíso sem perder o juízo e sem morrer.

Leva o teu olhar que a saudade e o pior tormento.
É pior do que o esquecimento.
É pior do que se entrevar.

Haverá paradeiro para o nosso desejo dentro ou fora de um vício?

Mas não diga nada que me viu chorando, e pros da pesada diz que eu vou levando!
Se puder, me manda uma notícia boa.

Num momento propício haverá paradeiro para isso.

Você que inventou o pecado, esqueceu-se de inventar o perdão.
Atrás da porta reclamei baixinho, te adorando pelo avesso.
Te perdôo por te trair.
Amanhã vai ser outro dia.
Bate palmas com vontade, faz de conta que é turista!

Haverá paradeiro para o nosso desejo dentro ou fora de um vício?
Haverá paradeiro para o nosso desejo dentro ou fora de nós?
Num momento propício, haverá paradeiro para isso?
Para saber a resposta: Vide - o – Verso
Para os dias de prova: Amnésia.
Para você, o que você gosta.
Diariamente
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